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domingo, 27 de junho de 2010

Teorias da conspiração sobre o 11 de setembro

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, estarreceram o mundo. As pessoas ficaram sabendo pelos meios de comunicação que quatro aviões foram sequestrados por radicais islâmicos, se jogando, logo em seguida, contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York e o Pentágono, em Washington. Uma quarta aeronave, que teria um alvo desconhecido, caiu na Pensilvânia. Como não poderia deixar de ser, surgiram várias teorias da conspiração para explicar a tragédia. O Departamento de Estado dos EUA criou uma seção em seu site dedicada a refutar as teorias e versões surgidas.

Resposta:

Muitos americanos e pessoas do mundo inteiro acreditam que as autoridades americanas tiveram algum tipo de envolvimento na tragédia do 11 de setembro. Algumas testemunhas afirmaram que pode ter havido demolição controlada na queda das Torres Gêmeas. Outros defendem que o governo americano já havia previsto o ataque ao World Trade Center, baseado no documento republicano de 2000, Rebuilding América's Defences onde está escrito que: "O processo de transformação, mesmo que provoque mudança revolucionária, provavelmente será longo se faltar um evento catastrófico e catalisador como um novo Pearl Harbour". Também existe a teoria que os EUA orquestraram o 11 de setembro para justificar a invasão do Iraque e do Afeganistão.

Principais teorias surgidas ao redor do mundo para explicar o que aconteceu em 11 de setembro de 2001: (Fonte: G1)

Conspiração - As Torres Gêmeas não ruíram, mas foram demolidas de forma controlada.
Versão oficial - Segundo o Departamento de Estado dos EUA, citando especialistas em demolições controladas, quando o prédio é derrubado de forma proposital, o processo acontece de baixo para cima, e não como ocorreu em Nova York. Os oficiais dos EUA dizem que não foram registradas explosões no solo de Nova York no dia e que não havia nenhum sinal de explosivos na base dos prédios.


Conspiração - Nenhum avião foi jogado contra o Pentágono, que foi atingido por um míssil lançado pelo próprio aparato do Estado americano.
Versão oficial - Os corpos dos passageiros do vôo 77 da American Airlines foram encontrados no Pentágono e reconhecidos por DNA. A caixa-preta do avião foi encontrada dentro do Pentágono. Testemunhas viram o avião cair. Fotografias tiradas no local mostram destroços do avião.

Conspiração - Os aviões que bateram nas Torres Gêmeas foram pilotados por controle remoto.
Versão oficial - A Boeing, fabricante dos aviões, diz que eles não aceitam controle externo. Passageiros dos voos fizeram ligações de celular relatando o sequestro das aeronaves.

Conspiração - O voo United 93, que caiu na Pensilvânia, foi derrubado por um míssil.
Versão oficial - O gravador de voz do avião registrou a revolta dos passageiros, que fez com que os próprios sequestradores derrubassem a aeronave. Os terroristas controlaram o avião até o momento da queda. O Exército dos EUA não sabia do sequestro do voo até quatro minutos após ele ser derrubado.

Conspiração - Quatro mil judeus faltaram ao trabalho no World Trade Center no dia 11 de setembro.
Versão oficial - Não houve aumento no número de faltas ao trabalho no dia do atentado. Cerca de 10% a 15% dos mortos eram judeus.

Conspiração - A Al-Qaeda não é responsável pelos ataques do 11 de Setembro.
Versão Oficial - Osama Bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda confirmaram repetidas vezes terem planejado e realizado os ataques. Uma fita de novembro de 2001 registrou detalhes do planejamento de Bin Laden. “Calculamos antecipadamente o número de vítimas”.

Vídeo do primeiro avião atingindo as Torres Gêmeas:


Retirado de Clésio.net

sábado, 26 de junho de 2010

A indústria dos quadrinhos após 11 de setembro

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA tiveram largo impacto mundial em praticamente todas as áreas do conhecimento humano. Nas artes não foi diferente e muitos artistas de diversas mídias fizeram trabalhos inspirados pelo acontecimento.

Com a indústria de quadrinhos não foi diferente. As histórias em quadrinhos são consideradas por muitos a nona arte e compõem uma indústria bilionária, com personagens que já se tornaram ícones culturais mundiais. Os quadrinhos suportam a construção de mundos inteiros e vêm ganhando cada vez mais respeito como forma de arte nos últimos anos.

Sendo uma mídia que usa a fantasia para retratar problemas reais, os quadrinhos foram diretamente afetados pela tragédia do 11 de setembro. Logo após os ataques, várias edições com histórias diversas sobre os atentados foram publicadas, principalmente nos EUA, que possui um dos maiores mercados mundiais de quadrinhos.

Foto: Divulgação
Capa de Heroes, desenhada por Alex Ross

Em novembro de 2001, a Marvel Comics lançou Heroes, um livro de arte de 64 páginas com capa de Alex Ross e ilustrações e roteiros por vários artistas de quadrinhos renomados, que mudava o foco das imagens dos super heróis para os heróis do mundo real, os bombeiros e policiais responsáveis pelas buscas nos escombros do World Trade Center. Heroes teve sua renda destinada ao fundo de vítimas dos atentados e tiragem esgotada.

Em dezembro do mesmo ano foi a vez de mostrar as reações dos super heróis e vilões da Marvel no momento exato do atentado, na edição número 36 d’O Incrível Homem-Aranha, de J. Michael Strackzinsky e John Romita Jr. Essa edição vendeu mais de 200 mil cópias e transformou em clássica a imagem do Homem-Aranha, o super herói de Nova York, parado em frente às ruínas do WTC.

Foto: Divulgação
O Homem-Aranha lamenta sobre os escombros do World Trade Center

Ainda pela Marvel, em janeiro do ano seguinte saí Moment of silence, especial com quatro histórias sem texto produzidas por Bill Jemas, Joe Quesada, Kevin Smith, Brian Bendis, Mark Bagley, Scott Morse, Igor Kordey e John Romita Jr., com uma introdução escrita pelo prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Nos meses seguintes a editora dá início à publicação de The call of duty, três mini-séries sobre bombeiros, paramédicos e policiais dentro do contexto do 11 de setembro, porém situadas dentro do Universo Marvel.

Foto: Divulgação
Capa de "A Moment Of Silence"

A Alternative Comics lançou no mesmo mês o álbum 9-11: Emergency Relief, com participação de 80 artistas, entre eles Will Eisner e Harvey Pekar. As editoras Chaos! Comics, Dark Horse Comics, Image Comics e DC Comics lançam também dois volumes luxuosos chamados 9-11: Artist respond, também com a presença de vários artistas conhecidos e independentes.

Foto: Divulgação
Capa de 9-11: Emergency Relief

In the Shadows of No Towers, ou À Sombra das Torres Ausentes, como foi lançada no Brasil, é uma graphic novel de Art Spiegelman, único autor a ganhar um Pulitzer com uma história em quadrinhos, onde o autor faz duras críticas ao governo Bush ao mesmo tempo em que narra sua experiência traumática no dia do ataque às torres gêmeas. Apesar de ter sido escrita imediatamente após os eventos de 11 de setembro de 2001, o álbum só foi publicado no aniversário de três anos dos ataques.

Mas a HQ mais fiel sobre o assunto é provavelmente The 9/11 Report: A Graphic Adaptation, escrita por Sid Jacobson, desenhada por Ernie Cólon e lançada nos EUA em 2006. O livro é uma adaptação do relatório oficial do governo americano sobre o 11 de setembro e mostra eventos antes e depois dos atentados, incluindo as informações que as agências de inteligência americanas já haviam coletado sobre os suspeitos.

Foto: Divulgação
Página de The 9/11 Report: A Graphic Adaptation

Outros países também deram sua contribuição. Le 11e jour, de Sandrine Revel, publicado na França em 2002, é um relato pessoal da experiência da autora, que presenciou os atentados em Nova York onde passava férias com um casal de amigos. Revel tenta passar o sentimento de insegurança e incompreensão que sentiu naquele dia, como uma estrangeira num país onde mal entendia a língua local. No Brasil, o escritor e roteirista Reginaldo Carlota e o desenhista Micael Holderbaum criam a HQ Cão Maravilha, em que o super-herói canino, inconformado com o fato de não ter evitado os atentados de 11 de setembro, torna-se violento a ponto de espancar e matar seus inimigos.

Além dos lançamentos de quadrinhos tratando diretamente do 11 de setembro, muitas HQs já existentes passaram por uma mudança interna, substituindo os comuns vilões, temas e tramas mirabolantes por assuntos mais “realistas” como terrorismo, preconceito e fanatismo religioso que, apesar de já existirem no mundo dos quadrinhos, passaram a ter maior importância, além de serem discutidos mais abertamente.

Heróis como Capitão América e Nick Fury, este último dentro da saga Guerra Secreta, tiveram suas fases de combate ao terrorismo. A Justiça Jovem, grupo de super heróis pré-adolescentes da DC, teve uma história com a temática do ódio irracional. O mutante Cable criticou o imperialismo norte-americano numa história passada no Rio de Janeiro. O roteirista Greg Rucka falou sobre a mentalidade dos talibãs em sua série de espionagem Queen & Country. Ao Super Homem coube falar sobre fanatismo religioso. Os X-men, não se desviando do tema preconceito que é a base de sua história, introduziram uma discussão sobre os talibãs, inclusive dando as boas-vindas à uma personagem islâmica.

Tudo isso confirmou a tendência anunciada por um dos grandes mestres dos quadrinhos, Grant Morrison, anunciando que o impacto do 11 de setembro no segmento aproximaria mais os super heróis da realidade. Tal declaração causou polêmica entre os fãs e a mídia, uma vez que o caráter escapista das HQs é defendido por muitos.

O fato é que hoje a popularização dos quadrinhos, principalmente dos selos adultos, e das graphic novels (chamadas no Brasil de banda desenhada ou romance gráfico), fez crescer a popularização de temas igualmente “adultos”, que tratam da realidade com mais crueza, além do chamado jornalismo em quadrinhos, onde as matéria são feitas inteiramente em banda desenhada nos chamados livros-reportagem, que apesar do nome, continua sendo a boa e velha HQ.

Independente do tipo de história, de super heróis ou não, as histórias em quadrinhos foram feitas não só para divertir, mas também para falar sobre a realidade e seus problemas e, principalmente, sobre sua superação.

Dica: apesar de não abordar o tema 11 de setembro, uma graphic novel altamente recomendada é V de vingança, do escritor britânico Alan Moore, que trata de temas como totalitarismo, censura, terrorismo e anarquia. Mesmo sendo uma publicação da década de 80, a história é extremamente atual e tanto o enredo quanto as ilustrações são fantásticas. Foi republicada no Brasil pela Panini Comics em 2006 e não é difícil encontrar (inclusive para download na internet).

Por Kíssila Machado

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Linha do tempo: a trajetória intervencionista dos Estados Unidos

Os dados abaixo são do documentário “Tiros Em Columbine” (Bowling for Columbine, 2002) do cineasta norte-americano Michael Moore,  e mostram como os Estados Unidos usam de seu poder político e econômico para manipular outros países ao redor do globo em benefício próprio. A linha do tempo transcrita aqui mostra como a política imperialista americana causou danos irreparáveis aos países que estavam “no caminho” do Tio Sam.

1953: EUA derrubam Mossadegh, primeiro-ministro do Irã e colocam o xá como ditador.
1954: EUA derrubam Arbenz, presidente da Guatemala. 200 mil civis são mortos.
1963: EUA apóiam assassinato do presidente sul-vietnamita Diem.
1963-75: Exército americano mata 4 milhões de pessoas na Ásia.
11 de setembro de 1973: EUA armam um golpe de estado no Chile. O presidente eleito democraticamente Salvador Allende é assassinado. O ditador Pinochet assume. 5 mil chilenos são assassinados.
1977: EUA apóiam o governo militar de El Salvador. 70 mil salvadorenhos e 4 freiras americanas são mortos.
1980: EUA treinam Bin Laden e terroristas para matar soviéticos. A CIA dá a eles 3 bilhões de dólares
1981: Governo de Reagan treina e financia ‘contras’. 30 mil nicaraguenses são mortos.
1982: EUA dão a Saddam Hussein armas para matar iranianos.
1983: Casa Branca secretamente dá armas ao Irã para matar iraquianos.
1989: O agente da CIA Manuel Noriega, presidente do Panamá, desobedece as ordens de Washington. EUA invadem Panamá e derrubam Noriega. 3 mil civis panamenhos são mortos.
1990: Iraque invade o Kuwait com armas americanas.
1991: EUA entram no Iraque. Bush reempossa o ditador do Kuwait.
1998: Clinton bombardeia ‘fábrica de armamentos’ no Sudão. Era uma fabrica de aspirinas.
1991 até hoje: Aviões americanos bombardeiam o Iraque. A ONU estima que 500 mil crianças iraquianas morrem devido às sanções.
2000-01: EUA dão ao Afeganistão dos talibans 245 milhões de dólares.
11 de setembro de 2001: Osama Bin Laden mata 3 mil pessoas com técnicas da CIA.

Por Ana Amélia Lima

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Onde você estava no dia 11 de setembro de 2001?

Foto: Divulgação
Ataque às Torres Gêmeas: o mundo inteiro parou para ver

O atentado terrorista do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos estabeleceu um marco na história mundial. Em datas como esta, a humanidade costuma dar uma pausa no que estiver fazendo para que possa prestar atenção, ver, ouvir, presenciar o que está acontecendo e assim, deixar seu relato às próximas gerações.

E este foi um daqueles dias que todo mundo parou para ver o desenrolar de uma tragédia. Como era uma manhã de terça-feira, a maioria das pessoas estaria trabalhando ou estudando. Eu, que tinha dez anos, não me recordo muito bem, mas deveria estar no colégio ou chegando em casa e, claro, assistindo desenho animado.

E já que é interessante compartilhar experiências e vivências pessoais, convido os leitores deste blog a nos dizer o que faziam no dia 11 de setembro de 2001. Você se lembra claramente deste dia? Onde você estava? O que fazia? Como ficou sabendo do atentado terrorista? Fique à vontade para explicitar seu relato, para isto, basta clicar abaixo em comentários. 

Por Camila de Lima Bezerra

domingo, 20 de junho de 2010

O impacto do 11 de setembro na música

Um acontecimento tão marcante afeta vários níveis da sociedade e da cultura, e entre eles está a música. Alguns artistas prestaram homenagem às vítimas do atentado através de sua arte. Outros tiveram seus trabalhos confundidos por causa da má-interpretação e correlação das letras de suas músicas. Alguns usaram o 11 de setembro até como metáfora para escrever suas canções.

Seguem abaixo algumas músicas que tem relação direta ou indireta com o 11 de setembro.

Bruce Springsteen - My City of Ruins

"The Rising", décimo segundo álbum do cantor americano Bruce Springsteen, lançado em 2002, tem na maior parte de suas músicas, homenagens às vítimas do atentado às Torres Gêmeas. "My City of Ruins" (Minha Cidade de Ruínas) foi escrita antes do 11 de setembro, porém teve algumas linhas alteradas para se encaixar com a proposta do CD. A canção foi apresentada no evento "America: A Tribute To Heroes" (América: Um Tributo Aos Heróis), evento beneficente em homenagem aos mortos no atentado e às suas famílias, que contou com a presença de grandes nomes da música como Mariah Carey, Alicia Keys, Billy Joel, Céline Dion e Stevie Wonder.

Now's there's tears on the pillow
(Agora há lágrimas no travesseiro)
Darlin' where we slept
(Querida, onde nós dormíamos)
And you took my heart when you left
(E você levou meu coração quando se foi)
Without your sweet kiss
(Sem seu doce sorriso)
My soul is lost, my friend
(Minha alma está perdida, meu amigo)
Tell me how do I begin again?
(Me diga como posso recomeçar?)
My city's in ruins
(Minha cidade em ruínas)
My city's in ruins
(Minha cidade em ruínas)

Kristy Jackson - Little Did She Know (She'd Kissed A Hero)


O primeiro (e único, diga-se de passagem) sucesso da cantora Kristy Jackson, Little Did She Know (She'd Kissed A Hero) (Ela Pouco Sabia (Ela Beijou um Herói)) é outro marco no 11 de setembro, quando estourou nas rádios logo após o ataque. A letra da música mostra a perspectiva de um casal, um empresário e uma dona-de-casa, que se despede de seu marido quando este viaja de avião, que subentende-se que seja um dos aviões usados no atentado. Comovendo grande parte da população, foi a música mais tocada durante o outono daquele ano por todas as rádios.

The phone had rung
(O telefone tocou)
His vioce was calm
(A voz dele era calma)
Before he could tell her anything
(Antes que ele pudesse falar alguma coisa)
She knew somethin was wrong
(Ela sabia que havia algo errado)
"I Love You So"...
("Eu te amo muito"...)
Last words he said
(As últimas palavras que ele disse)
She said "I Love You Too"...
(Ela disse "Eu te amo também"...)
Then the phone went dead
(Então, o telefone ficou mudo)

Onitsuka Chihiro - infection



E até mesmo quem não se inspirou no atentado do 11 de setembro foi afetado. A cantora e compositora japonesa Onitsuka Chihiro lançou o single "infection / LITTLE BEAT RIFLE" no dia sete de setembro de 2001, quatro dias antes do ataque. Por causa do significado de sua letra, relacionado imediatamente ao acontecido pela mente dos japoneses, as promoções da música "infection" foram suspensas, e até mesmo sua veiculação como abertura do dorama (novela) "氷点2001" (Hyouten 2001, Ponto de Congelamento 2001, em tradução livre) foi vetada.

爆破して飛び散った
bakuhashite tobijitta
(Uma explosão espalhou pedaços)
心の破片が
kokoro no hahen ga
(Do meu coração estraçalhado)
そこら中できらきら光っているけど
sokorajuu de kirakira hikatte iru kedo
(Mesmo com todas essas luzes brilhantes ao meu redor)
いつの間に私はこんなに弱くなったのだろう
itsu no ma ni watashi wa konna ni yowakunatta no darou
(Quando foi que percebi que eu tinha essa fraqueza?)

KLB - 11 de setembro


Representando o Brasil, nós temos... o KLB. Em seu álbum "KLB Obsessão", de 2005, o trio, formado por Franco "Kiko", Leandro e Bruno, lança a música "11 de setembro". Na letra, parece que a referência ao atentado se resume ao título e ao verso "Jogaram uma bomba no meu aniversário".

Eu não sei rezar
Só lembro de Deus na hora do pecado
Não sei se meus dias estão contados
Quando estou com você
Eu não falo inglês
E tudo que é meu já pode ser doado
Jogaram uma bomba no meu aniversário
E eu nada pude fazer
Se a vida começa aos 40 eu ainda não nasci
Me diz o endereço de outro planeta
Que eu vou sair daqui

Por André Lima

sábado, 19 de junho de 2010

Capas de jornais após o 11 de setembro

No dia seguinte ao atentado terrorista do World Trade Center, localizado em Nova York, praticamente todos os grandes jornais do mundo trataram desse assunto como sua manchete principal, considerando-o como o principal ataque terrorista da história dos Estados Unidos. Na ocasião, dois aviões se chocaram contra as “Torres Gêmeas", apelido dado aos edifícios, matando aproximadamente três mil pessoas. A organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda assumiu a autoria do atentado.

Veja abaixo, algumas capas de jornais referentes ao atentado:

Foto: Divulgação
APOCALIPSE
Nova York, 11 de Setembro de 2001
10 PÁGINAS DE FOTOS E RELATOS ESPECIAIS
(capa do jornal britânico "Daily Mail")

Foto: Divulgação
Guerra na América
(capa do jornal britânico "The Daily Telegraph")

Foto: Divulgação
 EUA ATACADO
AVIÕES SEQUESTRADOS DESTROEM TORRES GÊMEAS E ATINGEM PENTÁGONO EM DIA DE TERROR
(capa do jornal americano "The New York Times")

Foto: Divulgação
O dia em que a Terra parou e acompanhou o
TERROR NOS EUA
(capa do jornal brasileiro "Jornal NH")

Por Allan Hebert Lima

A paranoia americana

Foto: Divulgação
Terrorista do caso Virginia: pressão da sociedade eclode em violência

Um contador desempregado passa a noite em claro jogando golfe na sala de seu apartamento quando ouve um barulho do lado na rua. É seu vizinho árabe, jogando o lixo pra fora as três da manhã. Ele acha estranho, mas ignora e continua seu jogo. No dia seguinte, passa a observar o vizinho e, ao ver atividades “suspeitas” (como receber caixas de outros árabes, usar telefones públicos longe de casa, ouvir musica muita alta, etc.) deduz que o outro pode ser um terrorista e resolve ligar para o FBI. O órgão federal não lhe dá atenção, e nem sua esposa, levando o contador a agir por conta própria.

Esse é o enredo do filme “Paranoia americana” (Civic duty, 2006), mas não está muito longe da realidade dos norte americanos. Após os atentados de 11 de setembro de 2001 e a cobertura massiva da mídia, a paranoia deste povo, que já existia há décadas, aumentou consideravelmente. O egocentrismo presente na sociedade americana e o crescente senso de individualização (por sinal, tendência observada a nível mundial) faz crescer o medo do outro, do “inimigo”, figura sem rosto e sem corpo, que pode ser qualquer um, inclusive o seu aparentemente inofensivo vizinho.

Paranoia é um termo utilizado por especialistas em saúde mental para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada. Numa sociedade como a norte-americana, onde o medo é bombardeado no sistema nervoso das pessoas, tanto pela mídia quanto pela organização social, a paranoia se instala facilmente, embora nem sempre seja óbvia e escancarada. Entretanto, basta um empurrãozinho para que ela se concretize.

Foto: Divulgação
"Paranoia Americana": personagem neurótico suspeita de seu vizinho árabe


O contador do filme americano era uma dessas pessoas bombardeadas pela mídia por notícias de ataques terroristas, imagens de violência, fotos de terroristas espalhadas nas ruas e propaganda pró-guerra. As sociedades atuais, como já citado, concentraram-se nos direitos individuais do cidadão, o que enfraqueceu o conceito de coletividade e solidariedade. Esse tipo de sociedade cria indivíduos auto-centrados, que se preocupam apenas com sua própria liberdade e direitos e, apesar disso, esperam que os outros se submetam a eles. São invejosos e ao mesmo tempo sentem-se vitimizados pelo inimigo invisível.

Chamada por Lasch de “A cultura do narcisismo” em seu livro homônimo, essa civilização se traduz mais tarde num emaranhado de pessoas solitárias, que pouco possuem laços com as redes sociais ao seu redor. A individualização excessiva torna-os massificados, solitários e amedrontados, embora estes se acreditem livres. Essa liberdade vale também para a segurança: esses indivíduos pensam que é seu dever e direito se proteger sozinhos. Nos Estados Unidos esse direito é apoiado pela constituição, que garante o direito à defesa pessoal.

Esses fatores somados podem ser apontados como causa de uma grande mania americana: as armas. Lá, é absurda a facilidade de se obter uma arma. Muitos americanos tem coleções, e vários tipos de munição são vendidos em lojas de departamento e supermercados. Em 43 estados americanos não é necessário licença ou registro para obter uma arma e em seis deles não há idade limite para a obtenção. Segundo a famosa Segunda Emenda da Constituição norte-americana, “sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido."

Foto: Divulgação
Columbine: imagem da câmera de segurança do colégio


Num país onde boa parte dos cidadãos vive em estado de sítio auto-instituído e cerca de 34% da população possui armas de fogo, não é difícil perceber o nível de paranoia. Episódios como os massacres de Columbine, em Jefferson, Colorado, onde dois estudantes de 17 anos mataram 13 pessoas, feriram 21 e se suicidaram em seguida, e da Virgínia, quando em 2007 um estudante de 23 anos deixou 32 mortos (ele inclusive) na Universidade de Virgínia, mostram o grau de perturbação numa sociedade em que a violência não só é noticiada constantemente, mas é também glorificada como meio de autodefesa. É um ciclo vicioso. O medo gerado pelas constantes ameaças, imaginárias ou não, acaba isolando os cidadãos e tornando-os egocêntricos, o que os faz acreditar que a solução é a autodefesa, apoiada pela constituição, gerando ainda mais violência.

Tal paranoia do povo americano serve para provar o poder da imagem. Vivemos hoje numa sociedade bombardeada por imagens em todas as instâncias da vida. TV, internet, jornais e revistas, propagandas e artigos publicitários, servem-se da imagem para vender ideias, conceitos e produtos – inclusive a violência e o medo. A imagem é o mais próximo que temos do real, é a representação, embora não a verdadeira, do fato. Ao ver uma imagem de um acontecimento como os ataques de 11 de setembro ou o massacre de Columbine, sentimos como se estivéssemos presentes e nos identificamos emocionalmente com a situação, formando um elo que, sem aquela representação, não seria tão forte ou não existiria. A pesquisadora Maria Rita Kehl, ao falar sobre o poder da imagem, diz: “São nossos olhos, multiplicados aos milhares, que fazem a aura da imagem industrializada. Ela nos fascina na medida exata em que reproduz nossa alienação”.

Embora a paranoia americana (que não é restrita aos EUA, porém aconteça em escala menor em outros lugares) e suas causas esteja comprovada por diversos estudos, vale lembrar que ela não é generalizada. Como todo fenômeno, ela também possui sua resistência. Exemplo dela é o famoso documentarista americano Michael Moore, autor de “Tiros em Columbine” (Bowling for Columbine, 2002), documentário que aborda justamente a questão da paranoia americana e que serviu de fonte para esse texto. Moore nasceu e cresceu dentro da sociedade que retrata em seu filme, porém tenta "combatê-la" através de seus filmes e livros, além de ações práticas perante o governo dos Estados Unidos, esperando desenvolver em seu público um maior senso crítico sobre o grupo a que pertence. Assim, pode-se perceber que é possível o retorno à uma sociedade saudável e pautada nos valores coletivos, não só nos Estados Unidos como no resto do mundo.

Por Kíssila Machado

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Terrorista ou gênio, quem é Osama Bin Laden?

Foto: Divulgação

Osama Bin Laden, o homem mais procurado do Planeta

Osama Bin Laden é, só e simplesmente, o homem mais procurado do mundo há pelo menos dez anos. O mais incrível é que, mesmo sendo o rosto mais veiculado nos artigos de "Procura-se", ninguém consegue achá-lo. Então, é por isso que eu questiono, será que ele é apenas um terrorista cruel e assassino que só pensa em destruição? Bem, talvez seja, mas não só isso.

Filho único da décima esposa de Muhammed Awad Bin Laden, um imigrante iemenita pobre, que se tornou o homem mais rico e poderoso da Arábia Saudita depois do próprio rei, Osama nunca gostou dos costumes ocidentais, principalmente os que eram vistos na família real saudita. Por isso resolveu criar a Al-Qaeda, paralelamente as suas atividades empresariais no Sudão, para tentar tirá-la do poder.

No Sudão, ele aumentou seu número de inimigos, não era só mais a família real saudita, mas também xiitas, judeus e ocidentais de uma forma em geral. Foi então, que ele decidiu usar o terrorismo como principal arma para combater o que ele chamava de "infiéis".

Seu primeiro atentado foi mal sucedido. Em 1995, ele tentou matar o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Após o fracasso, ele foi expulso do Sudão e teve todos os seus bens tomados pelo governo. De volta ao Afeganistão foi renegado pela própria família. Mesmo assim permaneceu lá, voltando-se apenas às causas islâmicas. Bin Laden então, elegeu os Estados Unidos como o principal inimigo do Islamismo, e depois disso, começou sua onda de ataques.

O primeiro ataque direto aos Estados Unidos, aconteceu no dia 7 de agosto de 1998, quando a Al-Qaeda utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas americanas. Uma no Quênia e outra na Tanzânia, matando no total 256 pessoas e ferindo 5100 pessoas. Depois de ser apontado pelo governo destes três países como o principal suspeito, Osama Bin Laden se tornou o terrorista mais procurado do mundo, até então, ninguém nunca ouvira falar sobre ele.

Em 12 de outubro de 2000, a Al-Qaeda realizou seu segundo atentado. Bin Laden e companhia atacaram um navio da marinha americana chamado USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de Aden, no Iêmen. O ataque provocou a morte de 17 militares americanos, além dos dois terroristas suicidas.

Mas nenhum atentado teve mais repercussão do que o do dia 11 de setembro de 2001. Após sequestrar três aviões, mostrou que era capaz de lançá-los contra as torres gêmeas do World Trade Center, principal símbolo ecônomico dos Estados Unidos, localizado em Nova York, e também contra o Pentágono, centro do poder americano. O ataque provocou a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos.

No dia 13 de dezembro de 2001, o Pentágono divulgou um vídeo, no qual Osama Bin Laden declarava ser o responsável pelos atentados. "Calculamos de antemão o número de vítimas mortais do inimigo, em função de sua posição na torre. Calculamos que três ou quatro andares seriam atingidos. Eu era o mais otimista de todos, devido à minha experiência", dizia ele no vídeo.

Desde então, os Estados Unidos entraram numa caçada sem fim atrás, não só do homem que causou uma das maiores tragédias assitidas pelo planeta, mas o que causou a maior humilhação já feita ao país mais poderoso do mundo. Bin Laden conseguiu o que ninguém jamais conseguiu, ferir a maior potência do mundo e sair praticamente ileso.

Por Hévilla Wanderley